Porque estamos aqui

A aula começou às 14h do dia 30 de outubro. Inicialmente, o professor Andrea Berardi apresentou a proposta:

1. Compreender qual é a relevância do pensamento sistêmico;

2. Conhecer os principais conceitos que fundamentam essa área do conhecimento;

3. Conhecer abordagens mais comuns do pensamento sistêmico

4.Aprender a aplicar a proposta em ações diversas, entre elas aulas, atividades com comunidades ou em organizações.

O argumento inicial é o de que vivemos numa sociedade dirigida por um sistema hegemônico que é o mercado capitalista. Mas ser hegemônico não significa  ser o único e nem o mais adequado.

Para ilustrar essa ideia, o professor Berardi confrontou duas representações: a do mercado capitalista perfeito representado por uma propaganda do Unibanco e a do contexto que fica de fora dessa representação, composto pela pobreza, pela violência, pela fome, pela poluição…

Composição de imagens feita pelo professor Andrea Berardi como contraste da imagem do capitalismo perfeito representado pela propaganda Unibanco Tecnológico.

É neste contexto que a abordagem do pensamento sistêmico se torna relevante: quando um sistema apesar de hegemônico, dá repetidos sinais de não estar funcionando, é preciso repensá-lo em novas bases, em abordagens mais amplas.

Para descrever tal empreitada, o professor Berardi usou a famosa cena do filme Matrix, na qual  o personagem Morpheus oferece a Neo as duas pílulas: se ele tomar a azul, vai continuar no sistema dominante; se escolher a vermelha irá deixar seu cotidiano e desenvolver o pensamento crítico sobre como mudar o sistema.

Duas frases de Morpheus são particularmente representativas para compreender a relevância do pensamento sistêmico: “Você sabe alguma coisa que não consegue explicar, mas sente. Você quer saber o que você sente?”.

Neo aceitou saber, e o resto da história é conhecida. Os alunos do curso também, e aí começou a segunda parte da proposta, a apresentação sintética dos principais conceitos que fundamentam o pensamento sistêmico. Este éo assunto da próxima postagem.

Sobre ABujokas

Sou graduada em jornalismo, doutora em educação, professora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e pesquisadora no campo da media literacy/mídia-educação. Embora viva na terra do boi Zebu, não tomo leite e não como carne, porque fazem mal para mim e para o meio ambiente.
Esta entrada foi publicada em AULA 1, TEORIA. ligação permanente.

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